terça-feira, 8 de janeiro de 2008

janeiros

parecia essa mesma, a sina
no primeiro encontro, não-encontro
desde já, era outro que ela olhava
chovia e ele se pôs a dançar.

então, em conversas em comum
descobrira, incomum, alguns gostos.
para ele, ela, tanta personalidade:
doce escrita, vontade de vida, puro verde.
talvez daí, a leveza dos seus passos,
dali, a pureza do coração
talvez sim, a bravura dos seus sonhos
e do mar, a cor da sua pele.

pois, de pronto, o segundo encontro.
desencontro, eles em outros pares
sorriram, desde sempre sorriram:
guardaria pra mim, anos e anos

parecia mesmo assim, no ar
o que ele sentia, ela talvez sentisse
uma vontade de dois, de ter.
danada da vida, ensina.

5 comentários:

Temporal disse...

ah que linda história, amigo Miya.
Foi bom acordar hoje e olhar sua janela.
Não demore tanto para abrí-la novamente. Tem uma linda paisagem...
Abraço

Temporal disse...

Opa, vamos levar esse desafio a diante.
A cada texto que termino, tenho medo de não conseguir escrever o próximo.
Você também sente essa angústia?

p.s. Se me permite, amigo Miya, esquecestes um "n" do meu blog na sua lista.

Forte abraço

Déa disse...

é tao bonito, bem.
baila que nem dança
=)

um beijo!

Anônimo disse...

que lindo, dé!!!

te amo,
bjs

Lina disse...

Eu vi um curta. Ou melhor, eu vi imagem. Vi filmado até o desecontro, veja só! Faz tempo que não venho, Miya, mas gosto daqui. bjos