quarta-feira, 14 de maio de 2008




here, there and everywhere

terça-feira, 13 de maio de 2008




assim sorrindo,
como se fosse a primavera

domingo, 11 de maio de 2008

Literatura infantil



Luizinho e Curupira

Texto: Andrea Veras
Ilustração: André Miyasaki

Conta a história de um garoto chamado Luizinho, que vai
a uma excursão com os amigos da escola. No caminho,
conhece Curupira muito triste, a cidade está invadindo a floresta.
Luizinho vai fazer de tudo para ajudar o novo amigo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

carta de (res)sentimento

talvez, um dia com horas a menos
e fazeres a mais.
não deixasse de lado suas meiguices
não deixasse de lado minha chatice,
querendo não te aguentar, quando queria.
era como era. eu gostava, como gostava.

talvez uma noite com prazeres a mais.
prazer de sexo, prazer de toque, prazer de junto
de dois, de ser, de querer, de escuro,
de corpo, de música, de dois.
não era nosso plano e nunca nossa aspiração,
ser um.

e foi.

pegamos com duas mãos
pisamos com dois pés
pensamos com uma cabeça
amamos um coração.
eu o meu.
você o seu.

talvez, então, fôssemos dois,
seria eu pra você e você pra mim.
amaria suas meiguices e sua música,
seu sexo e suas escolhas.
te contaria meu dia
exploraria o seu.

mas sem haver diferença,
não te descubro mais.

antes o vazio das noites
que a tortura dos dias.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

água e vinho

é totalmente diferente.
frio arrepia, mas não arrepia.
eu sempre sei.
bom mesmo é a surpresa,
beijo na nuca é um arrepio.
arrepio, como conversa no ouvido,
perto disso, é mordida na orelha:
quando os dentes cravam sem cravar
os de cima correm pra frente
os de baixo, um pouco pra trás
e a respiração desce
pelo pescoço
pela pele
pêlo

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

janeiros

parecia essa mesma, a sina
no primeiro encontro, não-encontro
desde já, era outro que ela olhava
chovia e ele se pôs a dançar.

então, em conversas em comum
descobrira, incomum, alguns gostos.
para ele, ela, tanta personalidade:
doce escrita, vontade de vida, puro verde.
talvez daí, a leveza dos seus passos,
dali, a pureza do coração
talvez sim, a bravura dos seus sonhos
e do mar, a cor da sua pele.

pois, de pronto, o segundo encontro.
desencontro, eles em outros pares
sorriram, desde sempre sorriram:
guardaria pra mim, anos e anos

parecia mesmo assim, no ar
o que ele sentia, ela talvez sentisse
uma vontade de dois, de ter.
danada da vida, ensina.