quinta-feira, 20 de setembro de 2007

de um silêncio

e dali partiria tantos e tão grandes pensamentos que ele seria capaz de voltar a viajar naquele mundo, que era o deles.

partiria.

por que mesmo evitando olhar, enxergou que passara. não viu o que vivia antes, o bem e o mal, não viu nada.

estou bem.

e aquele cheio de angústias e frustrações, o sem-mando feneceu.
agora sim, sem planos, espera uma nova história.

branca e preta

a do dia é forte e clara.
responsável, levanta cedo e adormece antes das 6.
ela é da semana, da rotina, do trabalho
e com seu hálito forte, já as 5 da manhã,
grita a todos que chegou a sua vez.
aqui-ali, nos finais de semana, arrisca uma praia,
uma cerveja, uma festa. por isso, há quem goste dela,
prefira ela.

a da noite não, é mais íntima.
mimada, raramente se presta ao ofício.
ela é da conversa, dos delírios, dos amantes
e com seu cheiro doce, já as 6 da noite,
avisa ao mundo: chegou a sua vez.
aqui-ali, nos dias de semana, excita os depressivos,
os suicídas, os moribundos. por isso, nem todos apreciam ela,
admiram ela.

rápidos são os momentos que se cruzam,
há quem diga que esse é o mais mágico do dia. ou da noite.
não se sabe pela beleza de quem.

o fato é que sem elas o mundo seria uma completa escuridão.

racionalmente.
emocionalmente.