talvez, um dia com horas a menos
e fazeres a mais.
não deixasse de lado suas meiguices
não deixasse de lado minha chatice,
querendo não te aguentar, quando queria.
era como era. eu gostava, como gostava.
talvez uma noite com prazeres a mais.
prazer de sexo, prazer de toque, prazer de junto
de dois, de ser, de querer, de escuro,
de corpo, de música, de dois.
não era nosso plano e nunca nossa aspiração,
ser um.
e foi.
pegamos com duas mãos
pisamos com dois pés
pensamos com uma cabeça
amamos um coração.
eu o meu.
você o seu.
talvez, então, fôssemos dois,
seria eu pra você e você pra mim.
amaria suas meiguices e sua música,
seu sexo e suas escolhas.
te contaria meu dia
exploraria o seu.
mas sem haver diferença,
não te descubro mais.
antes o vazio das noites
que a tortura dos dias.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
água e vinho
é totalmente diferente.
frio arrepia, mas não arrepia.
eu sempre sei.
bom mesmo é a surpresa,
beijo na nuca é um arrepio.
arrepio, como conversa no ouvido,
perto disso, é mordida na orelha:
quando os dentes cravam sem cravar
os de cima correm pra frente
os de baixo, um pouco pra trás
e a respiração desce
pelo pescoço
pela pele
pêlo
frio arrepia, mas não arrepia.
eu sempre sei.
bom mesmo é a surpresa,
beijo na nuca é um arrepio.
arrepio, como conversa no ouvido,
perto disso, é mordida na orelha:
quando os dentes cravam sem cravar
os de cima correm pra frente
os de baixo, um pouco pra trás
e a respiração desce
pelo pescoço
pela pele
pêlo
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